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Yves. Viciado em cafeína e estimulantes passa as madrugadas em claro e as manhãs na cama. Possível jornalista, publicitário ou filósofo decidirá ao longo do caminho qual dessas opções o fará milionário. Refere a si próprio na terceira pessoa do singular, o que pode classificar alguma demência. "Leio, reclamo e escrevo".

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  • Edu: Qualquer elogio é pouco pra Avatar. Assisti em 3D e realmente é tudo isso que você disse. Épico.
  • Tamires: Sei o quando é difícil você não fazer críticas severas a alguma coisa. Então, UAU! Preciso ver esse filme!

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19

outubro

Distrito 9

Em "Crítica, Filmes" | Tags: , , ,

A tendência cinematográfica de 2009 é colocar 9 no título dos filmes. Dois filmes, inclusive, têm exatamente esse nome – alguém até pode argumentar que um é “9″ enquanto o outro é “Nine”, mas eu não dou a mínima e continuo reclamando. Distrito 9 é um dos que seguem essa tendência.

Normalmente eu copiaria a sinopse do filme do site de algum cinema, mas dessa vez eu vou tentar descrever o filme com as primeiras palavras que saíram da minha boca quando saí do cinema: Me disseram que seria o mais próximo de um filme de Halo que eu veria pelos próximos anos, mas eu saí com a impressão de que assisti um filme de The Office.

A história é simples: uma nave enorme surge sobre Johannesburgo, na Ãfrica do Sul. Durante 3 meses a nave só fica lá, flutuando, até que as pessoas cansam, arrombam as portas e tentam se apresentar a força. O que eles encontram são aliens insetóides que estão desnutritos e debilitados. Os aliens são mal vistos pela população humana e movidos e restritos ao Distrito 9, que em pouco tempo se torna uma favela e uma zona militarizada. A idéia é que o filme seja uma metáfora ao Apartheid, mas acaba sendo uma metáfora a uma metáfora.

O filme é apresentado em um formato misto, parte ficção tradicional, parte documentário. Poucos filmes fazem isso bem e Distrito 9 não é um deles. Todas as referências que deveriam ser sutís são escancaradas de uma maneira tão explícita que é como se o diretor estivesse te chamando de burro.

E o filme é comprido, muito comprido. Esse tempo ainda é mentalmente esticado com um protagonista tão irritante que você passa o filme todo esperando que ele morra. Demorei pra entender que Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley) não era o Michael Scott tentando imitar o Borat e quando finalmente consegui, o filme acabou.

Mas não me deixe te enganar com minha decepção, Distrito 9 é bom, ou pelo menos bom o suficiente. Meu problema com o filme é que o trailer e toda a empolgação na internet me fizeram esperar outro filme. Eu poderia ir ao PROCOM e pedir meu dinheiro do ingresso de volta, já que o filme que eu assisti não foi o que o trailer me vendeu. De qualquer forma, se você tiver tempo livre (bastante tempo livre) e poucas expectativas, o filme pode te surpreender. Por 10% do orçamento de Transformers 2, Distrito 9 alcança praticamente o mesmo nível fantástico dos efeitos especiais e é difícil acreditar que os “camarões” não existem.

Oficialmente minha recomendação é que assista o filme, mas se houver a opção de ver Bastardos Inglórios antes, veja. Outra opção é esperar chegar em DVD, mas não tente assistir alcoolizado ou você pode esmurrar sua televisão.

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8

julho

Transformers 2

Em "Crítica, Filmes" | Tags: , ,

Sou chato, não gostei do primeiro filme, mas eu realmente estava no clima de ver coisas explodindo. Cheguei cedo para o filme, comprei meus ingressos, sentei no lugar de sempre e cruzei os dedos para que a sala não lotasse. Não lotou, mas quem apareceu era imbecil. Todas as pessoas, sem exceção. Se tem uma coisa que eu não costumo questionar é matemática, e a dura realidade é que, por estar naquela sala, eu provavelmente também sou imbecil.

Na fileira da frente um grupo de oito “pessoasâ€, com ênfase nas aspas, entraram fazendo barulho e gritando “cus e putosâ€. Uma menina no meio de sete moleques de boné para o lado. Odeio gente que usa bonés em ambientes fechados, mais ainda quem usa boné para o lado. A direita, um casal e um candelabro. A menina insistia em defender que Marley & Eu era um bom livro, enquanto o candelabro insistia que era triste porque o cachorro morria no final. O fato é que os dois estão errados. Um livro sobre um cachorro só pode acabar de um jeito e não é com ele se tornando presidente.

À minha esquerda, na fileira imediatamente abaixo, outro casal. Inofensivos, aparentemente, mas se estavam naquela sala, devem ser imbecis.

Os trailers foram: Harry Potter, G.I/Joe, Os Normais 2 e A Proposta. A cereja do bolo foi um beijo da Emma Watson. Ano passado, no dia do exame do DETRAN, tinha uma moça bem parecida e eu quase a pedi em casamento, mas aquele foi o único dia em que não carreguei a aliança que comprei para essas ocasiões.

O filme começa. Toda vez que ouço o título “Transformersâ€, acho que é algum filme indie sobre transformistas atravessando os Estados Unidos, mas este é Priscilla. Se você quer ver coisas explodindo, Transformers, a Vingança dos Derrotados é o filme. Eles explodem pontes, prédios, bibliotecas, a China, carros, porta-aviões, rodovias, pirâmides e tudo o que tiver potencial de explodir.

Eu achei que no primeiro filme Michael Bay tivesse se superado ao fazer robôs com lábios, mas neste filme ele alcançou um grau totalmente novo de insanidade com robôs que respiram e andam de bengala. Desculpa estragar a surpresa se você ainda não viu o filme, mas sim, os robôs andam de bengala.

O resto do filme é OK. Não bom, não ruim, só OK. Vale a entrada, mas não vale o DVD. Eles se esforçam para tentar fazer você se preocupar com os personagens, mas não conseguem. O papel de Shia LaBeouf é correr e gritar com cara de medinho abaixado no canto das cenas, só isso. Megan Fox, por outro lado, interpreta com maestria seu papel de ser gostosa. Ela só está lá pra isso, e nós, portadores de cromossomos XY agradecemos imensamente. Em um filme cheio de referências aos testículos, é bom reforçar nossa masculinidade com alguém como Megan Fox na tela. O único personagem carismático é Bumblebee, o Camaro amarelo, talvez justamente por não ter nenhuma fala.

No primeiro filme quase tudo virava robô, nesse filme eles removeram o quase. Há transformers que viram gente, transformers que viram carros de controle remoto e transformers aspiradores de pó. O engraçado é que o transformer que “morfa” em um carro de controle remoto tem um papel razoável no filme e desaparece sem nenhuma explicação. Em um momento ele está lá, no outro, não está.

Mas isso tudo é senso comum. Na verdade reclamar deste filme por falta de veracidade e originalidade é exatamente o motivo que me coloca entre os imbecis da sessão das 21:10 no Cinemark. O resumo é que Transformers: A Vingança dos Derrotados é um filme que empolga, te faz dar umas risadinhas de “Pega ele Optimus!†e tem, provavelmente, os melhores efeitos especiais do ano. Você não vai sair do cinema querendo encomendar o BluRay, mas vai ter um certo receio de entrar no carro quando chegar no estacionamento.

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