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Yves. Viciado em cafeína e estimulantes passa as madrugadas em claro e as manhãs na cama. Possível jornalista, publicitário ou filósofo decidirá ao longo do caminho qual dessas opções o fará milionário. Refere a si próprio na terceira pessoa do singular, o que pode classificar alguma demência. "Leio, reclamo e escrevo".

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  • Cat: Acho que você preencheu bem essa folha em branco. (:
  • Gláucia Mimbi: Pois é, tem cabeças de todos os tipos… hoje em dia tem mais tipos sem cabeça… E você tem...
  • Silvana: Vi e amei. Quero ir pra Pandora. Realmente é fantástico.
  • Edu: Qualquer elogio é pouco pra Avatar. Assisti em 3D e realmente é tudo isso que você disse. Épico.
  • Tamires: Sei o quando é difícil você não fazer críticas severas a alguma coisa. Então, UAU! Preciso ver esse filme!

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26

julho

Motion Graphics – 8bites

Em "Internets, Portafólio" | Tags: , , ,

Quase lá, falta pouco. Sim, “bites” quer dizer mordidas, mas ainda me falta fazer um logo melhor que deixe isso claro. De resto, só falta alguns detalhes nas transições e pronto =)

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19

julho

Carta aberta aos Agroboys

Em "Crítica" | Tags: , , ,

Sejamos sinceros, você é uma pessoa relativamente estudada, segundo grau completo e cursando faculdade de veterinária, zootecnia ou agronomia, com condições financeiras suficientes para ter uma vida tranqüila e confortável. Respeito que se orgulhe das suas raízes e queira contar para todos a história de como seus progenitores se tornaram grandes produtores agrícolas ou exportadores de gado. Eu respeito tudo isso, sinceramente. O que eu não entendo é o por quê de você usar chapéu, botina, fivela e camisa xadrez de manga longa e botões. Você se orgulha de dizer que esse é o seu visual “da noite”, porque no dia-a-dia você adota um estilo mais casual, com camisa manga curta listrada e boné “Nelore”. Sabe quem usa roupas de caubói a noite? Bandas cover do Village People e performistas do Clube das Mulheres, ninguém mais.

Você se gaba ao dizer que é “simprão”, não entende “dessas modernidades” e gosta de estar em contato com seu “eu rural”. No bolso você carrega o celular mais caro da loja – e apostaria que foram exatamente essas as suas palavras quando o comprou -, passa os dias dormindo e se recuperando de ressaca. Seus avós devem estar sentados na arquibancada do grande rodeio dos céus, desapontados ao te ver distorcer os tradicionais bons costumes do homem do campo. Você sequer vai para a fazenda se não for para receber as cabeças de gado que seu tio te mandou do interior de Minas Gerais como presente de aniversário ou para encher a cara de cerveja com seus reflexos que chama de “amigos”. Sim, vocês são todos iguais.

Mas não, “aô” não é cumprimento, tampouco palavra. Falar “ocê” não te faz peão, e nem adianta falar mais alto, você continua sendo um rapaz da cidade que, por ventura, tem como fonte de renda um pai envolvido com agronegócios. Eu sei que essa é uma descrição longa e que você não vai conseguir memorizar, mas aceite o fato de que você não é tão chucro quanto acha que é.

E que músicas são essas que você ouve? É fácil saber que a música é ruim quando quem toca diz que ela é “mais ou menos assim”; nem eles querem admitir que esse é o resultado final. E não venha me dizer que esse é o “som da terra”, porque não é. Moda de viola é som da terra, esse “country” sobre como você foi traído e vai beber para esquecer não tem nada de regional. A única coisa que me irrita mais que você são as fêmeas da sua espécie. Uma mulher que, além de fazer tudo o que você faz, canta feliz e dança com uma lata de cerveja na mão sobre como as mulheres são vadias e interesseiras não deve entender a música que está dizendo. Se entende, o agravante é ainda maior.

É por tudo isso que acredito que você deveria fazer um seminário com os esquimós. Na pior das hipóteses você congela e morre, na melhor, você aprende a se comportar como membro da sociedade em que vive. Por que os esquimós? Porque esses sim se orgulham das suas tradições: o lugar em que eles vivem é tão frio que a casa é feita de gelo, mas mesmo assim eles não trocam a terra – ou a neve – natal e, quando vão à cidade, se vestem de acordo com o ambiente; ou você já viu alguém na rua e disse “aquele é descendente de esquimó”? Eles são discretos.

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8

julho

Transformers 2

Em "Crítica, Filmes" | Tags: , ,

Sou chato, não gostei do primeiro filme, mas eu realmente estava no clima de ver coisas explodindo. Cheguei cedo para o filme, comprei meus ingressos, sentei no lugar de sempre e cruzei os dedos para que a sala não lotasse. Não lotou, mas quem apareceu era imbecil. Todas as pessoas, sem exceção. Se tem uma coisa que eu não costumo questionar é matemática, e a dura realidade é que, por estar naquela sala, eu provavelmente também sou imbecil.

Na fileira da frente um grupo de oito “pessoasâ€, com ênfase nas aspas, entraram fazendo barulho e gritando “cus e putosâ€. Uma menina no meio de sete moleques de boné para o lado. Odeio gente que usa bonés em ambientes fechados, mais ainda quem usa boné para o lado. A direita, um casal e um candelabro. A menina insistia em defender que Marley & Eu era um bom livro, enquanto o candelabro insistia que era triste porque o cachorro morria no final. O fato é que os dois estão errados. Um livro sobre um cachorro só pode acabar de um jeito e não é com ele se tornando presidente.

À minha esquerda, na fileira imediatamente abaixo, outro casal. Inofensivos, aparentemente, mas se estavam naquela sala, devem ser imbecis.

Os trailers foram: Harry Potter, G.I/Joe, Os Normais 2 e A Proposta. A cereja do bolo foi um beijo da Emma Watson. Ano passado, no dia do exame do DETRAN, tinha uma moça bem parecida e eu quase a pedi em casamento, mas aquele foi o único dia em que não carreguei a aliança que comprei para essas ocasiões.

O filme começa. Toda vez que ouço o título “Transformersâ€, acho que é algum filme indie sobre transformistas atravessando os Estados Unidos, mas este é Priscilla. Se você quer ver coisas explodindo, Transformers, a Vingança dos Derrotados é o filme. Eles explodem pontes, prédios, bibliotecas, a China, carros, porta-aviões, rodovias, pirâmides e tudo o que tiver potencial de explodir.

Eu achei que no primeiro filme Michael Bay tivesse se superado ao fazer robôs com lábios, mas neste filme ele alcançou um grau totalmente novo de insanidade com robôs que respiram e andam de bengala. Desculpa estragar a surpresa se você ainda não viu o filme, mas sim, os robôs andam de bengala.

O resto do filme é OK. Não bom, não ruim, só OK. Vale a entrada, mas não vale o DVD. Eles se esforçam para tentar fazer você se preocupar com os personagens, mas não conseguem. O papel de Shia LaBeouf é correr e gritar com cara de medinho abaixado no canto das cenas, só isso. Megan Fox, por outro lado, interpreta com maestria seu papel de ser gostosa. Ela só está lá pra isso, e nós, portadores de cromossomos XY agradecemos imensamente. Em um filme cheio de referências aos testículos, é bom reforçar nossa masculinidade com alguém como Megan Fox na tela. O único personagem carismático é Bumblebee, o Camaro amarelo, talvez justamente por não ter nenhuma fala.

No primeiro filme quase tudo virava robô, nesse filme eles removeram o quase. Há transformers que viram gente, transformers que viram carros de controle remoto e transformers aspiradores de pó. O engraçado é que o transformer que “morfa” em um carro de controle remoto tem um papel razoável no filme e desaparece sem nenhuma explicação. Em um momento ele está lá, no outro, não está.

Mas isso tudo é senso comum. Na verdade reclamar deste filme por falta de veracidade e originalidade é exatamente o motivo que me coloca entre os imbecis da sessão das 21:10 no Cinemark. O resumo é que Transformers: A Vingança dos Derrotados é um filme que empolga, te faz dar umas risadinhas de “Pega ele Optimus!†e tem, provavelmente, os melhores efeitos especiais do ano. Você não vai sair do cinema querendo encomendar o BluRay, mas vai ter um certo receio de entrar no carro quando chegar no estacionamento.

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