10
junho
Portafólio – NJC e ODC.
Em "Portafólio" | Tags: design, jornalismo, NJC, Portafólio, UFMS
Cartazes e banners que fiz para o evento da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul “1ª Oficina de Divulgação CientÃfica” e o lançamento oficial do “Núcleo de Jornalismo CientÃfico” (www.cienciaenoticia.com.br).
Tive liberdade criativa para fazer o banner do NJC e, por limitações de tempo e questões estéticas, optei por um 3d simples. Ferramentas utilizadas: Adobe Illustrator, Adobe Photoshop e Cinema 4D.
Para o banner da Oficina de Divulgação CientÃfica, me foram passadas as informações que a imagem deveria conter e algumas instruções que deveriam ser seguidas (cores e molécula de DNA). As informações mudaram várias vezes, assim como o posicionamento e mudanças de logos. Ferramentas utilizadas: Adobe Illustrator e Adobe Photoshop.
7
junho
Indiretas virtuais e os riscos que carregam
Em "CrÃtica, Internets" | Tags: internet, social, twitter
Desde que a humanidade entendeu que existem assuntos pelos quais o risco de levar uns tabefes não vale a pena, indiretas têm sido trocadas cara a cara. Milênios passaram, a cultura se desenvolveu e as indiretas, que antes eram privilégio das classes abastadas e aculturadas, caÃram na mão de todos, fortalecendo a democracia, a igualdade e a liberdade de expressão. Com isso, até pouco tempo, indiretas eram dignas de admiração. O indivÃduo mais bem preparado para lidar com os conflitos agressivo-passivos era o vencedor nas entrelinhas, através de um processo dinâmico, com regras bem definidas. O processo sofisticado, além de justo, mantinha o ego saudável e era amplamente apoiado por toda a classe médica como medida profilática de agressões fÃsicas.

Hoje, contudo, as indiretas estão correndo risco de extinção. Isso se dá porque uma nova espécie, mais adaptada à s futilidades da sociedade contemporânea, têm ocupado seu habitat. As indiretas virtuais, conhecidas no meio cientÃfico como Indiretalis twitterificus, são criaturas frias, desprovidas de qualquer senso de ridÃculo. São freqüentemente vistas caçando nos grandes vales e savanas das redes sociais virtuais. Fisicamente, nota-se que as indiretas virtuais têm cérebros muito menores que do seu ancestral. Não se sabe muito sobre as origens desta nova espécie, mas os pesquisadores de campo do Guia do Mochileiro das Galáxias especulam que sejam resultado de experiências genéticas com as terrÃveis bestas vorazes de Traal, “animais estonteantemente burros, que acham, que, se você não pode vê-los, eles também não podem te ver.†O Guia recomenda cobrir o rosto com uma toalha para passar despercebido pelas terrÃveis bestas vorazes de Traal, mas ressalta que isso não é necessario quando lidando com indiretas virtuais, uma vez que são inofensivas e suas mordidas deixam, no máximo, uma coceirinha.
Seu método de caça se dá por se esconder atrás de alguma pedra, árvore ou hashtag até que pensem em algo desagradável para dizer. Começam com expressões como “algumas pessoas†e resumem em ressaltar o quão inferiores e patéticas consideram as suas presas, uma vez que elas, as indieretas virtuais em si, se consideram criaturas iluminadas, inteligentes e bonitas, desprovidas de quaisquer imperfeições e merecedoras de reconhecimento por seu gosto literário e musical desenvolvido. Quando agredidas, as indiretas virtuais podem levar semanas para pensar em uma maneira de retribuir o ataque, devido a sua covardia e enorme dificuldade de ter idéias novas. Quando não estão caçando, passam o dia limpando as próprias penas.
Não é difÃcil encontrá-las e a caça é permitida. Este post esta cheio delas, como demonstração de conceito.


Yves. Viciado em cafeína e estimulantes passa as madrugadas em claro e as manhãs na cama. Possível jornalista, publicitário ou filósofo decidirá ao longo do caminho qual dessas opções o fará milionário. Refere a si próprio na terceira pessoa do singular, o que pode classificar alguma demência. "Leio, reclamo e escrevo".


